Year: 2009
Type: book
Abstract: A interdependência existente na relação entre produção, circulação e consumo deve contemplar a proteção do meio ambiente, assim a proposta de refl exão deste livro aborda a necessidade de discutir os resultados socioambientais das ações do homem nessas esferas.Nesse contexto, é preciso resgatar todo o movimento da ação humana e os principais impactos socioambientais decorrentes dessas ações.Fala-se sobre as cidades como materialidade dessas mudanças socioambientais no primeiro capítulo, intitulado "Da produção ao consumo: dinâmicas urbanas para um mercado mundial", que procura enfocar a necessidade de tratar, na totalidade, todas as relações sociais de produção, haja vista que a fragmentação no entendimento dessas esferas pode levar a uma compreensão parcial da realidade.A cidade demonstra em seu dinamismo faces que são resultados tanto da produção quanto da distribuição e do consumo.Desse modo, decompor os diversos cenários urbanos é muito importante para entender as complexidades espaciais da atualidade.Uma explosão do consumo surge como modo ativo de relação das pessoas com os objetos, com a coletividade e com o mundo, servindo de base ao nosso sistema cultural.Os objetos não estão mais relacionados exclusivamente à sua utilidade, mas ao prestígio simbolizado por sua posse.da produção e concorrência e caracteriza-se por suas dimensões organizacional, temporal e espacial, dimensões essas que permitem o desenho global, regional e local da rede, a interdependência, a diversifi cação dentro de cada escala espacial, a inclusão seletiva e portanto, excludente.Toda essa racionalidade da era das redes acaba desintegrando as "antigas" lógicas da geografi a econômica.Os estudos desenvolvidos por muitos geógrafos sobre redes geográfi cas têm sido guiados pela seguinte defi nição: rede geográfi ca é "um conjunto de localizações geográfi cas interconectadas 'entre si' por um certo número de ligações" (Correa, 1997, p.107).Esse mesmo autor colabora diretamente nessa temática e a citação que segue coloca o papel das redes de cidades globais nessa realidade socioespacial:As cidades mundiais ou globais, sedes das grandes corporações multifuncionais e multilocalizadas, constituem, no fi nal do século XX, os epicentros de numerosas, complexas e desiguais redes que tornaram a organização espacial caleidoscopicamente fragmentada e globalizada.Desse modo o estudo das diferentes redes que compõem a organização espacial constitui-se em relevante tarefa para os geógrafos.(idem, p.108) Outro autor que contribui diretamente com os estudos das redes globais é Santos.Ele prefere denominá-las redes técnicas:As redes são mistas, elas incluem materialidade e ação.A rede técnica mundializada atual é instrumento da produção, da circulação e da informação mundializadas.Nesse sentido, as redes são globais e, desse modo, transportam o universal ao local.É assim que, mediante a telecomunicação, criam-se processos globais, unindo pontos distantes numa mesma lógica produtiva.É o funcionamento vertical do espaço geográfi co contemporâneo.(2005, p.168) Essa colocação contribui diretamente com a temática que estamos debatendo neste capítulo, pois coloca em debate as mudanças CASTELLS, M.
Source: Editora UNESP eBooks
Institution: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Language: Portuguese
Subfield: Urban Studies
Field: Social Sciences
Domain: Social Sciences
Open Access status: hybrid
OpenAlex ID: W1512394513
