Year: 2002
Type: article
Abstract: Afro-Ásia, 27 (2002), 121-160 de escravos, tal como qualquer outro, requeria mercadorias em troca, mercadorias que podiam, mais facilmente, serem fornecidas à África pelos comerciantes portugueses, aos quais a coroa tinha garantido o monopólio do comércio marítimo, do que aos índios pelos bandeirantes.Alencastro também nota que entre os indígenas não havia a noção de capturar membros de outras tribos para vender aos portugueses, em forte contraste com a situação na África.5 O enorme número de africanos transportados forçadamente para o Brasil tem sido minuciosamente calculado alhures, especialmente por Philip Curtin e David Eltis.É estimado que cerca de quatro milhões chegaram no curso de três séculos.Comparados com cerca de 560 mil transportados para a América do Norte britânica, o tráfico para o Brasil representa quase 40% de todos escravos remetidos da África.Os engenhos de açúcar da Bahia e Pernambuco permaneceram como o principal destino dos escravos até 1700, mas alguns foram para outros lugares.6 Na verdade, o fluxo de escravos no Brasil mudou de curso quando os africanos substituíram os indígenas: de Salvador, o grande entreposto, os escravos africanos eram reembarcados para o norte, para o Maranhão e Pará; de onde os comerciantes os enviavam pelo Rio Amazonas e seus tributários até as longínquas minas de Mato Grosso.Uma conseqüência foi a distribuição dos escravos e o costume de os possuir por toda a colônia e depois nação.Contudo, os números desta migração interna eram relativamente pequenos:
Source: Afro-Ásia
Author: Richard Graham
Institution: The University of Texas System
Language: Portuguese
Topic: History of Colonial Brazil
Subfield: Anthropology
Field: Social Sciences
Domain: Social Sciences
Open Access status: diamond
OpenAlex ID: W1551465262
