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Preservação digital de bases de dados relacionais

Year: 2008
Type: dissertation
Abstract: O ser humano sempre teve a necessidade de exteriorizar as aprendizagens adquiridas, sendo a linguagem um dos veículos para atingir esse fim. Desde o momento em que a informação deixa de ser transmitida apenas por meio de gestos ou sons voláteis e passa a ser esculpida no mundo que nos rodeia, a informação não mais se encontra presa à mente humana. Segundo reza a História, os primeiros registos de informação ancestral são as gravuras rupestres. Surge a forma, que ainda hoje vigora, de transmissão de conhecimento por intermédio de documentos escritos diversificados. A possibilidade de registar o conhecimento ou a informação fora de nossos cérebros é uma capacidade fundamental para a perpetuação da mesma. Durante muitos séculos, senão milénios, a informação era registada por forma que o ser humano a pudesse entender sem a necessidade de intermediários. Actualmente e devido à recente expansão das tecnologias de informação muito do conhecimento humano passa a estar registado em suportes informáticos. Este paradigma remete-nos para um cenário bem diferente. Passa a existir a necessidade do uso de intermediários – plataformas informáticas – para que a informação nos seja inteligível. O problema prende-se exactamente com os intermediários, ou seja, com as plataformas informáticas. Estas estão em constante evolução e nada nos garante a continuidade de acesso aos artefactos digitais na sua ausência. Irrompe uma nova problemática no universo digital: a Preservação Digital. O nosso estudo aborda esta problemática da preservação digital e centra-se numa classe de objectos digitais específicos: Base de Dados Relacionais. As bases de dados relacionais desempenham um papel relevante no contexto global da informação digital e, por conseguinte, será fundamental não comprometer a sua longevidade, integridade e autenticidade. Este tipo de arquivos são de especial importância para as organizações uma vez que justificam as suas actividades e podem também fornecer uma imagem acerca da própria organização. Os objectos digitais são estruturas complexas que implicam o uso de hardware e software específico para que os seres humanos os possam interpretar e compreender. Das diferentes abordagens e estratégias reiteradas por diversos investigadores coube-nos escolher as que mais se adaptam ao nosso caso concreto. Um formato neutro que seja independente das plataformas de hardware e de software é a chave para alcançar um modelo normalizado a usar na preservação digital de bases de dados relacionais. O XML pela sua neutralidade foi escolhido para essa representação da base de dados. Assim sendo procede-se à migração da base de dados original para uma linguagem definida a partir do XML, o DBML (Database Markup Language). O DBML foi definido de forma a permitir representar tanto a estrutura como os próprios dados existentes na base de dados. O estudo desta temática foi realizado tendo como um dos objectivos a implementação de um protótipo para preservação digital de bases de dados relacionais. O modelo conceptual para o repositório segue as orientações do modelo de referência OAIS (Open Archival Information System). Este modelo define uma série de recomendações e assenta quatro eixos funcionais: Ingestão, Administração, Disseminação e Preservação. A fase final dos trabalhos passou então pela implementação de um sistema capaz de ingerir bases de dados, sob a forma de pacotes de informação (DBML + meta-informação), para uma desejada preservação. O sistema desenvolvido teve por base uma aplicação Web com várias interfaces de forma a possibilitar, além da ingestão da informação, a sua administração, preservação e disseminação.
Language: Portuguese
Subfield: Conservation
Open Access status: green
OpenAlex ID: W180891573
Cites:
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