Year: 2009
Type: article
Abstract: Há uma tendência brasileira em tratar negativamente os espaços não apresentados como urbanos. Gilmar Arruda investiga muito bem, por que o interior não urbanizado do País fora descrito (adjetivos que permanecem ainda em determinadas situações), como: incivilizado, atrasado e habitado por pessoas inferiores as escalas sociais estabelecidas. Por que em determinados momentos os discursos buscam "recuperar", resgatar, arrumar ou modernizar os territórios considerados Sertões? Em quais contextos é comum escutarmos que a burocracia brasileira não possui simpatia pela proposta de "interiorizar-se", preferindo o litoral, sejam eles juízes, políticos, funcionários de alto escalão ou professores do magistério, repetindo a concentração qual 'caranguejos' em torno da praia e com as costas para o interior, na conhecida expressão de Frei Vicente Salvador.
Source: Revista Campo-Território
DOI: 10.14393/rct4811951
Author: André Souza Martinello
Institution: Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Language: Portuguese
Subfield: Urban Studies
Field: Social Sciences
Domain: Social Sciences
Open Access status: diamond
OpenAlex ID: W1900421200
