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Despachos no museu: sabe-se lá o que vai acontecer...

Year: 2001
Type: article
Abstract: A vida em suas diferentes fórmulas de criação constitui um dos alvos privilegiados do investimento do capitalismo contemporâneo. Para fabricar e comercializar clones, o capitalismo extrai as matrizes não só da biodiversidade na natureza, mas também do multiculturalismo de modalidades de produção de sentido, de territórios de existência e de subjetividade. Um dos maiores desafios do artista contemporâneo está em se instalar no próprio âmago dessa ambigüidade, associando-se ao investimento capitalista, mas negociando para manter a vida como princípio ético organizador, tolhendo assim seu vetor perverso.
Author: SUELY ROLNIK
Language: Portuguese
Open Access status: diamond
OpenAlex ID: W1908014533
FWCI: 11.3
Cites:
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