Year: 1998
Type: article
Abstract: A R V A L H O "Estamos assim na situação daquele que vê seu próprio reflexo e ao não saber de onde vem, corre em sua direção" (Plotino)."…até que tenha entrado em suas faces recatadas o claro Narciso libertado" (R. M. Rilke). I. PRIMÓRDIOS DA HISTÓRIAAlgo de críptico, de irredutivelmente misterioso e fundante parece condensar-se por trás do diálogo curto e simples -elementar, por que não? -construído por Ovídio ao narrar a fábula de Eco e Narciso.A alta compressão lógica e lingüística, aliada à intensidade emocional da história, convida o leitor a intervir no texto, a permeálo de interpolações -frases, palavras, advérbios, adjetivos -que o ajudem a compreendê-lo, se não por inteiro, pelo menos como um todo.Exercício aparentemente inevitável esse, pois o texto ovidiano é por demais aberto e a ele se acrescentam coisas para fechá-lo por algum lado, im-
Source: Revista USP
Author: JOSÉ JORGE DE CARVALHO
Institution: Universidade de Brasília
Language: Portuguese
Topic: Umberto Eco and Semiotics
Subfield: Language and Linguistics
Field: Arts and Humanities
Domain: Social Sciences
Open Access status: diamond
OpenAlex ID: W2032027771
