Year: 2015
Type: article
Abstract: A mística é uma dimensão essencial da condição humana, que na relação consigo mesmo, com os outros e com o transcendente pode ser exercitada de distintas formas. O que se percebe, historicamente, ela foi atrelada às instituições religiosas ou incorporada às experiências espirituais, desfigurando a sua especificidade de ser compreendida como uma energia de interioridade, um movimento de conectividade e uma luz que ilumina o transcendente. Neste sentido está se propondo a metáfora da “melodia da flauta”, para expressar que a flauta, como instrumento, identifica-se mais com as instituições, as crenças e os símbolos, enquanto a melodia se aproxima mais da energia, do movimento e da luz. Não se pretende indicar a preferência de um destes aspectos, mas recuperar a dimensão da melodia, até para que a flauta tenha reconhecido o seu próprio estatuto, valorizando a coexistência, a reciprocidade ou a relação dialogal entre a flauta e a melodia. Apesar de fazer referência a uma experiência originária, no caso a vocação de Abraão, na qual se encontra a dinâmica da interiorização, da conexão e da transcendência, o texto foi elaborado para ser uma contribuição para a vivência da mística no contexto contemporâneo.
Author: Luiz Siveres
Institution: Universidade Católica de Brasília
Language: Portuguese
Subfield: Philosophy
Field: Arts and Humanities
Domain: Social Sciences
Open Access status: diamond
OpenAlex ID: W2051340137
