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A trapaça do Iauaretê

Year: 2014
Type: article
Abstract: Este artigo versa sobre a linguagem do conto “Meu tio o Iauaretê” (1961) de João Guima­rães Rosa em sua realização transgressora. Barthes (1978) identifica a linguagem ao poder afir­mando que nela as estruturas de opressão se reproduzem e se mantêm. O poeta, para o pensador francês, é um dos únicos sujeitos capazes de estabelecer uma relação criativa com a linguagem pas­sível de suspender sua fixidez, mesmo que por um breve momento, a esse ato Barthes chama de trapaça. Portanto, analisa-se no conto de Guimarães Rosa como o autor brasileiro “trapaceou” ao contar a estória de um matador de onças em “Meu tio o Iaua­retê”. Ao lado disso, traça-se um para­lelo entre a tradução criativa, como a compreende Ha­roldo de Campos no ensaio “A palavra verme­lha de Hoelderlin” (1977), e a fala do matador de onças, obser­vando como a linguagem deste en­cena ou faz-se metáfora da tradução criativa.
Language: Portuguese
Open Access status: diamond
OpenAlex ID: W2066168306
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