Year: 2013
Type: dissertation
Abstract: Pela vida juntos e por todo esse isso tudo que não mereço.Aquele abraço, dos que não soltam! Resumo:Enquadradas arbitrariamente no mesmo termo generalizante "drogas", diversas substâncias psicoativas de diferentes efeitos e tradições foram proibidas a partir do começo do século XXpor conta de interesses morais, econômicos e políticos justificados por um questionável discurso defensor da "saúde pública".A proibição destas substâncias não incidiu sobre seus possíveis efeitos danosos e trouxe consigo uma série de outros problemas, como violência do crime e do Estado, corrupção, criminalização da pobreza, encarceramento em massa, ingerência imperial sobre territórios desejados e ingerência estatal sobre a vida privada dos cidadãos.Mesmo assim, com algumas exceções, a questão não ocupou lugar de destaque nos programas e na atuação das organizações de esquerda no Brasil, que invariavelmente ignoraram esta questão, quando não se posicionaram favoravelmente ao proibicionismo.Inspiradas em ideais de hierarquia, disciplina e sacrifício militante, e considerando o uso de psicoativos majoritariamente pela chave explicativa da "fuga da realidade", estas organizações tiveram pouca sensibilidade para propor outros meios que não o repressivo e o penal para se lidar com problemas decorrentes do abuso no uso de drogas, e menos vezes ainda para lidar com formas alternativas de exploração das "tecnologias de si", como definiu Michel Foucault.Além de traçar um panorama das origens da proibição das drogas e seus efeitos, este trabalho investiga que tipo de tratamento foi dado pela esquerda à questão das drogas após 1961ano tanto da aprovação da Convenção Única sobre Narcóticos, da ONU, quanto dos primeiros rompimentos com o PCB, processo que representou uma reconfiguração na esquerda brasileira.
Author: Júlio Delmanto
Language: Portuguese
Subfield: Sociology and Political Science
Field: Social Sciences
Domain: Social Sciences
Open Access status: gold
OpenAlex ID: W2132226038
