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Acções cardiovasculares da adiponectina: implicações fisiopatológicas.

Year: 2008
Type: article
Abstract: RESUMO A visão clássica do adipócito como reservatório energético passivo já não é válida.Hoje sabe-se que o tecido adiposo é um importante órgão endócrino com um importante papel na regulação da fisiologia cardiovascular.No presente trabalho salienta--se o peptídeo mais abundante produzido pelo tecido adiposo, a adiponectina.A sua secreção é inibida pelo TNFα e pelas catecolaminas, sendo estimulada pela activação dos receptores PPARγ.As suas acções biológicas são mediadas por dois tipos principais de receptores: AdipoR1 e R2.A nível hepático, a adiponectina estimula o catabolismo dos ácidos gordos e inibe a gluconeogénese.No músculo esquelético, promove a oxidação de ácidos gordos e a captação de glicose.No seu conjunto, estes efeitos aumentam a sensibilidade à insulina e diminuem os níveis circulantes de lipídeos.As acções da adiponectina a nível do endotélio e do múculo liso vasculares, por sua vez, têm um efeito anti-aterogénico através do aumento da produção de NO e da inibição dos factores de adesão celular.A nível cardíaco, sabe-se que a adiponectina inibe a hipertrofia dos cardiomiócitos e a fibrose do miocárdio, apesar dos mecanismos moleculares permanecerem largamente desconhecidos.Os níveis circulantes de adiponectina estão diminuídos na obesidade e na diabetes mellitus tipo 2, desempenhando valor prognóstico.Por outro lado, sabe-se hoje que a perda ponderal, o exercício físico e a inibição farmacológica do eixo renina--angiotensina e a estimulação dos receptores PPARα e PPARγ se acompanham de um aumento dos valores séricos de adiponectina.
Language: Portuguese
Field: Medicine
Open Access status: green
OpenAlex ID: W243919343
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Cites: 91
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