Year: 2011
Type: book
Abstract: Episódio de pesquisa (II): conversa com pósgraduandos 141 Episódio de pesquisa (III): palavras de um pósgraduando 143 Episódio de pesquisa (IV): marcas da centralidade do autor-citado na materialidade do discurso 146 Episódio de pesquisa (V): a dessimbolização das produções universitárias 156 8. monografias: há outro caminho?161 Responsabilização do autor-citado 166 A construção do objeto 169 9. dissertação de mestrado: qual a saída?181 Responsabilização do autor-citado 184 A construção do objeto 186 10. tese de doutorado: precisamos mesmo da estilização?195 Responsabilização do autor-citado 199 A construção do objeto 202 11. tudo se cria, nada se copia?217 Escrita normal e escrita laborativa 223 Referências 233 Bibliografia complementar 238 Apresentação Nada melhor para começar a apresentação do segundo livro da Coleção SOBRESCRITA do que o esclarecimento da própria autora, Sonia Almeida: Esta publicação é sobre escrita.Mas não sobre texto.Porque não estamos nos referindo à produção textual, mas à produção de conhecimento, em virtude de um confronto necessário com o objeto das investigações: a singularidade nas produções universitárias.Esse esclarecimento feito pela autora é bastante oportuno para apontar a diferença que um grupo de pesquisadores vem procurando construir ao estudar a produção universitária, como o leitor vai poder constatar em todo o livro.Nada melhor, também, do que vivenciar este momento de grande apelo à publicação em companhia de um livro como o de Sônia Almeida, pois ele dedica-se a interrogar a que se destina um texto, tomado como escrita, produzido na universidade.Com a disponibilização de trabalhos que fazem este tipo de questionamento esperamos que também os leitores passem a perguntar à produção contemporânea em que medida ela se justifica e merece circulação.Do mesmo modo, espera-se que aqueles que se dedicam aos estudos de graduação e pós--graduação interroguem-se sobre o que estão fazendo quando escrevem seus textos.Com tais características este livro traduz bem a proposta da coleção e do grupo de pesquisadores que vem se dedicando ao estudo da leitura e da escrita para além da forma e da prescrição.Em primeiro lugar, é um estudo endereçado a quem está de algum modo incomodado pela escrita.Em segundo, cumpre com o objetivo de colocar em circulação reflexões que ultrapassem o propósito de verificar como um texto é articulado.sonia almeida mento do processo de produção e que tudo isso acontece por determinações também inconscientes.Descobrimos que a produção entrega ao universal a atividade laborativa do uno que está afetado por um trabalho que põe o novo, garante a continuidade e, a partir dela, promove a reprodução social.Esse é um processo que condiciona a singularidade ao trabalho e, em igual proporção, às finalidades, às necessidades, às alternativas e às possibilidades de escolher.Em função dessas descobertas, percebemos que, para analisar as produções universitárias segundo o critério da singularidade, teríamos que percorrer essas dimensões que constituem os nexos internos ao trabalho.Lemos que a singularidade é um juízo de valor, algo a ser avaliado qualitativamente (Japiassu; Marcondes, 1996, p. 268), e não um fato linguístico a ser descrito estilisticamente, porque se manifesta como resultado de uma atitude que dá sinais na escrita.E, nesse sentido, foi tratada, ou seja, na instância ontológica do ser social: o pesquisador/escritor que expressa um pôr-de-si que dá sinais sem que se deixe ser tocado.Para chegarmos perto dela, teríamos também que nos confrontar com determinações anteriores às produções universitárias: as finalidades, as necessidades, as alternativas, as escolhas do pesquisador.Disso decorreram os episódios, fruto de momentos não só programados, mas casuais, numa escuta incessante das regularidades que pudemos listar para fazer as inferências sobre a singularidade nas produções universitárias, em torno da qual permanecemos.Para o exercício da construção da singularidade como juízo de valor, refizemos alguns caminhos de análise, procurando não um jeito de dizer, mas de fazer.E, com esse olhar, identificamos alternativas e decisões dos pesquisadores que escrita no ensino superior Mesmo assim, não foi tão seguro iniciar esta escrita, nem a pesquisa sobre a escrita universitária, cenário das produções.Ao mesmo tempo em que nos preparávamos para construir o cenário, analisávamos os produzidos pelos pesquisadores.Era impossível não viver a investigação como laboratório.Sujeitos às mesmas interferências, tivemos que descolar a escrita do texto, o estilo da singularidade, o falante do locutor, o locutor do enunciador, para encontrar o espaço do pesquisador.Negamos a forma como centro, mas a singularidade também não estava na dimensão do conteúdo.Nossas primeiras alternativas estavam na negação de certezas.Por exemplo: a exposição que fazemos das negações que tivemos que realizar do nosso processo de pesquisa é elucidativa dessa sensação e dissolve a ilusão de que as produções universitárias veiculam mais certezas do que dúvidas.Quanto mais dúvida, mais incerteza, mais falta -mais negação, mais escolha e mais possibilidades entre alternativas.Enquanto fomos percorrendo o que não pudemos escolher, vivenciamos lugares que pensamos ser de consolidação dos elementos com os quais acreditamos poder produzir conhecimento sobre as produções universitárias.
Source: Paulistana eBooks
Author: Sonia Almeida
Language: Portuguese
Subfield: History and Philosophy of Science
Field: Arts and Humanities
Domain: Social Sciences
Open Access status: bronze
OpenAlex ID: W2497014349
