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Análise mitológica de A Bela Adormecida e Doze Reis e A Moça no Labirinto do Vento

Year: 1997
Type: article
Abstract: O trabalho a seguir é uma tentativa de mostrar o resgate do mito. Trata-se de um paralelo entre a obra "A Bela Adormecida ", de Charles Perrault, e a obra "Doze Reis e a Moça no Labirinto do Vento" de Marina Colasanti. Trabalhamos a Simbologia numerológica existente tanto numa como noutra, baseados em Cirlot, Eliade, Jung e outros. Através da numerologia procuramos mostrar a ponte existente entre as obras, quanto à visão que ambos os autores apresentam da mulher. Perrault, através de sua obra, retrata a mulher passiva de sua época; Cola santi, por sua vez, contrapõe àquela uma nova mulher, dinâmica, ativa, que não está à espera de um príncipe que a acorde, que não aceita a imposição paterna, tampouco está ao sabor dos ventos. Colasanti se utiliza de símbolos, de uma linguagem mítica para desmitificar, fazendo reviver o mito de forma magnífica, não para permanecer mito, mas para se contrapor ao mito de que a mulher deve ser passiva e submissa.
Language: Portuguese
Open Access status: diamond
OpenAlex ID: W2531777270
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