Year: 2016
Type: article
Abstract: Em diversas ocasiões, o crítico brasileiro Mário Pedrosa (1900-1981) abriu um parênteses em seus textos para comentar sua fama de defensor radical da chamada arte "concreta" e "construtiva".A autodefesa era quase sempre feita num tom de boutade , como se o assunto fosse de certa maneira inútil e não merecesse muita atenção: "Para bastante gente, este crítico tem fama de sectário, partidário, político, e só admitiria uma espécie de arte, a que vulgarmente se designa por "não figurativa", "abstrata" ou "concreta" etc. Nunca lhe passou, entretanto, sair a público com declarações e anúncios retificadores. 1 " 2 As aspas em termos como "concreto", "concretista", "abstrato", "informal" ou "construtivo" também são comuns em seus textos.Elas eram usadas para enfatizar a desconfiança diante de rótulos e posições demasiadamente dogmáticas em arte.Embora questionável, tal "fama" não era infundada.Pedrosa foi não apenas um dos mais importantes defensores da arte abstrata no Brasil, a partir do segundo pós-guerra, mas também um dos principais incentivadores de artistas que nesse período passaram a se dedicar à arte abstrata geométrica, mais ou menos próximos de uma ideologia construtiva de raízes russas, holandesas, bauhausianas ou concretas.
Source: Critique d’art
Author: Heloisa Espada
Institution: Museum of Modern Art
Language: Portuguese
Topic: Art, Politics, and Modernism
Subfield: Visual Arts and Performing Arts
Field: Arts and Humanities
Domain: Social Sciences
Open Access status: bronze
OpenAlex ID: W2558561973
