Year: 2017
Type: article
Abstract: A psiquiatria e a ciência Observar a natureza e dela extrair conclusões acerca da sua realidade é o objetivo da ciência, porém a mesma tem o status formal de pensamento sistemático, fundamentado no método cartesiano (Descartes, 1991).Dentro da visão dualista do próprio Descartes, a mente não pertence à parte da natureza que contém os elementos extensivos (res cogitans), ou seja, que podem ser objeto de mensuração, apesar de serem os atributos mentais, vivenciados dentro do sujeito.A psiquiatria é a prática humana que trata dos males da mente em primeira instância.A questão discutida neste texto refere-se à possibilidade de a psiquiatria, hoje, ser ciência uma vez que não se trata a psiquiatria de um universo de elementos formalmente extensivos, considerando os problemas metodológicos, relacionados à aplicação do método empírico sobre os atributos da mente.Desenvolveremos o raciocínio partindo do problema original da ciência empírica, relativo ao conhecer absolutamente qualquer elemento extensivo, discutindo a natureza racionalista (ideal) da medicina como uma postura arbitrária em relação à complexa realidade da física do organismo, postura que se maximiza quando tentamos introduzir a psiquiatria dentre as ciências empíricas.Terminamos nosso ensaio versando sobre as possibilidades éticas para resolver esse dilema epistemológico.
Source: Psicologia em Estudo
Institutions: Fundação Oswaldo Cruz, Universidade Federal de Juiz de Fora
Language: Portuguese
Topic: Mental Health and Psychiatry
Subfield: Philosophy
Field: Arts and Humanities
Domain: Social Sciences
Open Access status: diamond
OpenAlex ID: W2572596492
