Year: 2017
Type: article
Abstract: Fernando Freitas & Paulo Amarante nos revelam no livro Medicalização em Psiquiatria uma importante e urgente discussão sobre como nossas vivências têm se tornado cada vez mais inseparáveis do discurso biomédico.É pela análise do fenômeno da medicalização na sociedade ocidental que os autores discorrem sobre algumas das consequências individuais e sociais da aliança entre a psiquiatria e a indústria farmacêutica, sobretudo após meados do século XX quando a psiquiatria biológica ganha força no cenário de tratamento dos chamados transtornos mentais.O livro é o resultado da uma robusta análise teórica e metodológica dos paradigmas do fenômeno da medicalização mediante análise no campo da saúde mental.Os capítulos do livro certamente foram planejados para conduzir a leitora às principais práticas discursivas da psiquiatria e suas consequências na realização do sistema classificatório das doenças mentais, que está intimamente relacionado ao uso cada vez mais difundido de psicofármacos para o tratamento das mais diversas experiências da existência.O capítulo 1, Diversas Faces do Fenômeno, nos apresenta alguns dos principais teóricos críticos ao estatuto da patologia e do controle social exercido pela medicalização da doença mental.Pelos teóricos abordados, os autores fazem reflexões sobre como o fenômeno da medicalização foi desenvolvido na literatura científica até a consagração da indústria farmacêutica e o uso de medicamentos como centralidade terapêutica das formas mais variadas de classificação do sofrimento mental.O segundo capítulo, intitulado Diagnosticar Doenças, se inicia com o conto O Alienista, de
Source: Cadernos de Saúde Pública
Author: Luciana Stoimenoff Brito
Institutions: Universidade de Brasília, Anis
Language: Portuguese
Subfield: Clinical Psychology
Field: Psychology
Domain: Social Sciences
Open Access status: diamond
OpenAlex ID: W2588036021
