Year: 2018
Type: article
Abstract: Nos últimos anos, uma série de ritmos musicais foram gerados e difundidos no triângulo pós-colonial entre África, América e Europa e que estão a se projetar a nível global, como: a kizomba, o kuduro, o rap, o funk, o forró, a salsa, o brega, entre outros.Tais expressões musicais e as suas correspondentes práticas de dança têm se globalizado a um ritmo vertiginoso através das migrações internacionais, dos congressos internacionais de dança (Soares 2015) e de plataformas comunicativas na era/geração digital (Feixa 2014), tais como youtube, spotify e facebook (Hutchinson 2014).Esses ritmos têm invadido espaços sonoros cotidianos tanto na internet quanto em canais de televisão, rádios comerciais, espaços públicos e pistas de dança de ambos os lados do Atlântico (Kabir 2014).Nesses trânsitos musicais, de pessoas e de experiências, também emergem questões de poder implicadas pelas diásporas e pelas memórias relativas ao colonialismo e aos locais de origem, provocando um senso de percepção e de sensibilidade estética particulares em contextos fortemente influenciados pela globalização do consumo cultural.Neste sentido, importa ressaltar as sociabilidades alternativas e os estilos de vida inovadores que emergem desses processos, passíveis, por vezes, de subverterem as dinâmicas de segregação urbana, o racismo, a pobreza e a violência, ou contracenarem com elas.
Source: Cadernos de arte e antropologia
Institutions: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, Universidade Federal de Sergipe, Iscte – Instituto Universitário de Lisboa, Instituto de Etnomusicologia - Centro de Estudos em Música e Dança, Centro de Investigação e Estudos de Sociologia, Fundação para a Ciência e Tecnologia, Universidade Nova de Lisboa
Language: Portuguese
Topic: Music History and Culture
Subfield: Music
Field: Arts and Humanities
Domain: Social Sciences
Open Access status: bronze
OpenAlex ID: W2802999696
