A hipótese comunista e a questão da organização
Year: 2017
Type: article
Abstract: Neste texto, exploro algumas das consequências da noção de hipótese comunista em relação à “questão da organização” e, em particular, ao debate emergente relacionado à forma-partido adequada para uma política radical hoje. Primeiramente, irei argumentar que as implicações organizacionais por vezes obscuras da afirmação genérica de comunismo se tornam mais claras quando situamos essa discussão historicamente como uma transposição e continuação, “em termos filosóficos”, de alguns dos debates centrais do movimento altermundialista. Em segundo lugar, pretendo explorar alguns modelos significativos de organização que emergiram em períodos precedentes, nos quais a renovação da política comunista estava intimamente ligada às tentativas de se repensar a forma-partido: a) a noção de “partido composicional”, derivado da experiência do operaísmo italiano, recentemente – e talvez surpreendentemente – reproposto em Bem-estar comum (Commonwealth), de Hardt e Negri; b) a conceitualização do partido como “laboratório” no qual um “sujeito político” unitário poderia ser forjado, o que foiteorizado mais coerentemente pelo trabalho do jovem Lukács; e c) a exortação de Gramsci para a formação de um “príncipe moderno”, como direção da conflitualidade inerente à modernidade política por uma forma-partido constituinte.
Source: Crítica Marxista.
Author: Peter D. Thomas
Language: Portuguese
Topic: Marxism and Critical Theory
Subfield: Philosophy
Field: Arts and Humanities
Domain: Social Sciences
Open Access status: diamond
OpenAlex ID: W2948037294
