Year: 2019
Type: article
Abstract: Resumo: O presente artigo tem por objetivo discutir a importância do espaço no romance A estrela sobe (1939), de Marques Rebelo. A trama dedica-se a um curioso painel dos últimos anos da década de trinta, ao mesmo tempo em que elabora o singular embate entre a cidade do Rio de Janeiro e a personagem Leniza Máier, jovem aspirante à carreira de cantora de rádio. Na trajetória de Leniza, a cidade evidencia-se como espaço de descontinuidade e cisão, observação e discurso. A narrativa de A estrela sobe lança mão de múltiplas significações que vão além da simples esfera descritiva, pois mapeia sensibilidades e encarna questionamentos não só espaciais da urbe moderna, mas, sobretudo, subjetivos e sociais da referida protagonista. Ao escolher o caminho ladeira abaixo para abandonar a inocência do subúrbio onde crescera, Leniza ascende ao estrelato no centro da cidade, ao mesmo tempo em que decai moralmente experimentando conflitos e isolamentos. Os movimentos de descida e subida participam do próprio sentido da obra, oferecendo uma armação estrutural, labiríntica e poética do Rio de Janeiro. Nesse sentido, a espacialidade constitui fonte potencial e emblemática do romance como presença incessante da angústia e solidão vivenciadas pela personagem. Para empreender a análise, o estudo visa o questionamento da funcionalidade do espaço à luz dos conceitos teóricos de Michel Foucault (2001), Iuri Lotman (1978), Gaston Bachelard (2001), entre outros. Ademais, serão considerados ensaios críticos que abordem a ficção moderna de Marques Rebelo. Palavras-chave: espaço; Marques Rebelo; A estrela sobe.
Author: Mariângela Alonso
Institution: Universidade Estadual do Norte do Paraná
Language: Portuguese
Topic: Spatial and Cultural Studies
Subfield: Geography, Planning and Development
Field: Social Sciences
Domain: Social Sciences
Open Access status: diamond
OpenAlex ID: W2971706558
