Year: 2019
Type: article
Abstract: O artigo se compõe de três partes. Na primeira, traço alguns paralelos entre a obra Ponciá Vicêncio, de Conceição Evaristo, frente a outros romances de autoras negras brasileiras, sinalizando a contiguidade de um conjunto disperso, porém comunicante, de obras que se cruzam pelo gênero romanesco e pela autoria de mulheres negras – como o pioneiro Úrsula, de Maria Firmina dos Reis, publicado no século XIX; Água funda (1946), de Ruth Guimarães, primeiro romance de uma autora negra publicado depois do fim da escravidão; Pedaços da fome (1963) e Diário de Bitita (1986), ambos de Carolina Maria de Jesus; As mulheres de Tijucopapo (1982), de Marilene Felinto e Um defeito de cor (2006), de Ana Maria Gonçalves. Em um segundo momento abordo o conceito de escrevivência, observando sua localização limítrofe entre ficção, realismo e autobiografia, salientando que fortuna crítica do conceito gera uma ampliação dos seus respectivos alcances. Por fim, destaco algumas linhas de força da obra, visando frisar sua potência narrativa de forjar e tornar visíveis contramemórias coloniais da nação.
Source: Anuário de Literatura
Author: Fernanda Rodrigues de Miranda
Institution: Universidade de São Paulo
Language: Portuguese
Subfield: Literature and Literary Theory
Field: Arts and Humanities
Domain: Social Sciences
Open Access status: diamond
OpenAlex ID: W2990230923
