O esquecimento apresentado em o O feminino e o sagrado, de Julia Kristeva e Catherine Clément, como parte da construção da identidade feminina
Year: 2020
Type: article
Abstract: A memória, por ser um processo que se constrói coletivamente, de acordo com Maurice Halbwachs (2006), pode ser usada na construção da identidade de determinados grupos. Tal construção representa pontos positivos, como a identificação com aspectos característicos das sociedades, porém, pode ser também prejudicial. Exemplo disso são as memórias de mulheres, principalmente aquelas periféricas, que estão com frequência à margem da sociedade. Dessa forma, o livro O feminino e o sagrado, de Julia Kristeva e Catherine Clément, apresenta situações em que é possível perceber um esquecimento em relação às posições femininas na sociedade, sobre a ótica dominadora, daqueles que detêm o poder de escolha para decidir qual memória será considerada oficial. Assim, é importante analisar tais imposições, uma vez que são prejudiciais e podem levar ao esquecimento de parte da memória cultural de um grupo.
Source: Literatura e Autoritarismo
Institution: Universidade Federal de Minas Gerais
Language: Portuguese
Subfield: Philosophy
Field: Arts and Humanities
Domain: Social Sciences
SDG: Gender equality
Open Access status: diamond
OpenAlex ID: W3029695024
