Garotas Mortas (2018), De Selva Almada
Year: 2020
Type: article
Abstract: Ainda que o título Garotas mortas (2018) -Chicas muertas (2014) 1 , na versão original -possa sugerir uma narrativa ligada ao horror, o romance da escritora argentina Selva Almada retoma a tradição do romance-reportagem, ou ainda, como a própria ficha catalográfica da edição brasileira informa, do denominado romance "não-ficcional".Designação problemática a partir da perspectiva dos estudos literários, a classificação estabelece com o receptor um pacto de leitura explícito, pretensamente circunscrito à veracidade e que confere ao romance uma aura de "legitimidade".A discussão sobre gêneros e rótulos, no entanto, não é o tópico dessa exposição, mas a abordagem de uma das potências que singularizam as narrativas que são apresentadas (ou que se apresentam) como não-ficcionais.Tais narrativas, a partir de ângulos direcionados a segmentos específicos, oportunizam uma análise mais abrangente, dirigida às complexidades e irresoluções sociais.Nesse sentido, o retorno das manifestações do gênero parece oportuno em momentos de profunda crise política e institucional.Originalmente publicado em 2014, pouco antes do surgimento do movimento Ni una a menos -cuja marcha, realizada em Buenos Aires em 3 de junho de 2015, mobilizou 300.000 pessoas -, a volta do gênero romance-reportagem, ensaiada por Garotas mortas, parece providencial.Narrativa cujo ponto de partida são três casos de feminicídio ocorridos na província
Source: Letras
Author: Renata De Felippe
Institution: Universidade Federal de Santa Maria
Language: Spanish
Subfield: Cultural Studies
Field: Social Sciences
Domain: Social Sciences
Open Access status: diamond
OpenAlex ID: W3031053522
