Year: 2020
Type: article
Abstract: RESUMO: Partindo de duas vertentes diversas o tema do gozo e da sexuação e o final da análise e liquidação da transferência - pretendemos aproximá-las através da noção de destituição subjetiva, decorrente do fim do tratamento e subentendida na acepção de ausência de um significante que nomeie o feminino. Os conceitos de traço unário e de ideal do eu ligam os dois escopos conceituais citados, permitindo abordar os desdobramentos da transferência em análise e aquilo que é não-todo na sexuação. Conclui-se que a destituição subjetiva, que produz um analista ao final da análise, assemelha-se à posição feminina: sem o falo como resposta identificatória ao Outro e sem o nome/traço que faria contar o sujeito e agrupá-lo em um coletivo. É o significante da falta do Outro [S(Ⱥ)] que permitirá ao analista, tendo concluído sua análise, abrir mão de sua condição de sujeito ao dirigir uma cura.
Authors: Lúcia Alves Mees, Maria Cristina Poli
Institution: Universidade Federal do Rio de Janeiro
Language: Portuguese
Subfield: Clinical Psychology
Field: Psychology
Domain: Social Sciences
SDG: Gender equality
Open Access status: diamond
OpenAlex ID: W3034004644
