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A Evolução Das Cidades

Year: 2020
Type: article
Abstract: NOSSOS CLÁSSICOS Élisée ReclusAo olharmos as nossas cidades enormes que se expandem e engolem a cada ano novas colônias de imigrantes, expulsando os incautos para as áreas circundantes, somos submetidos a um tipo de estremecimento, como se estivéssemos com os sintomas de uma doença social.Alguém poderia criar imediatamente uma parábola sobre essas prodigiosas aglomerações humanas e profetizar contra elas como Isaias profetizou contra Tiro, "cheia de sabedoria e perfeitamente bela", ou à Babilônia, "filha da manhã".Entretanto, é fácil mostrar que esse monstro surgido na cidade resulta de causas múltiplas e não de um mórbido crescimento.Se, por um lado, ele é formado por alguns de seus próprios incidentes, um fato formidável para o moralista, por outro, está em seu normal desenvolvimento, sinal de uma evolução regular e saudável.Onde as cidades crescem, a humanidade progride; onde elas fenecem, a civilização corre perigo.Portanto, é necessário distinguir as causas que determinaram a origem e o crescimento das cidades, o que leva à sua queda e desaparecimento e aquilo que está transformando-a, pouco a pouco, em um processo de união com o campo.Mesmo nos tempos primórdios, quando as tribos primitivas perambulavam nas florestas e savanas, a nascente sociedade esforçava-se em produzir os germes da futura cidade; os brotos que foram destinados a se transformarem em poderosos galhos estavam começando a aparecer ao redor do tronco.Não é entre a nossa gente civilizada, mas é no auge do barbarismo primitivo que nós devemos ver as forças criativas, produzindo aqueles centros de vida que seriam os precursores das cidades e das metrópoles.
Source: GEOgraphia
Language: Portuguese
Subfield: Urban Studies
Open Access status: diamond
OpenAlex ID: W3092508774
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