Year: 2020
Type: article
Abstract: Os espaços de vivência humanos são espaços educativos, entre eles, o mais próximo e presente no cotidiano de grande parte da população mundial: as cidades. A educação escolar, apesar de todo o esforço formativo, não pode e não deve ser a única responsável pela educação ampla, o que engloba a formação social e humana necessária à vida em sociedade. Essa ideia é desenvolvida contemporaneamente pelo Movimento das Cidades Educadoras, através de princípios que orientam a construção de um projeto educativo que envolva os cidadãos, as associações e as diversas instituições públicas e privadas presentes no território urbano. Busca-se, com esse trabalho, compreender como os diferentes agentes educativos da Cidade podem trabalhar em sinergia, propondo práticas educativas integradoras que produzam uma formação humana, política, cidadã, comunitária, situando o sujeito individual em seu espaço coletivo. Para isso apresenta-se o caso da Praça Outubro Rosa, na cidade de São Carlos-SP, que foi restaurada a partir de uma ação coletiva conduzida pelos moradores do seu entorno. Conclui-se que os moradores, ao sentir a necessidade de um espaço público de convivência, enxergaram na praça um espaço coletivo e educativo, e mesmo sem conhecer a teoria das Cidades Educadoras, promoveram ações, envolvendo outras instituições e o poder público, atuando em sinergia, como está explicitado através dos princípios que orientam a construção de espaços educativos na cidade.
Institution: Universidade Federal do Piauí
Language: Portuguese
Subfield: Education
Field: Social Sciences
Domain: Social Sciences
Open Access status: diamond
OpenAlex ID: W3103595260
