Nem presa, nem morta: direitos reprodutivos no Brasil e o movimento feminista
Year: 2020
Type: article
Abstract: Apesar da legislação brasileira proibir a prática do aborto em diversos casos, pesquisas apontam que as mulheres brasileiras ainda procuram meios para realizar a interrupção da gravidez. O presente artigo discute a interrupção voluntária da gravidez através, principalmente, da análise dos dados da Pesquisa Nacional do Aborto (PNA) de 2016 e da legislação penal. Busca-se entender de que forma pesquisadoras materialistas, entre historiadoras e filósofas, elaboraram a questão da interrupção da gravidez e das problemáticas envolvendo a reprodução e a sexualidade dentro do sistema capitalista, assim como seu significado para a persistência das opressões de gênero. Chegando à conclusão de que a criminalização do aborto não evita a prática, mas mantém a gravidez como destino biológico para todas as mulheres, para aquelas que formam a base da sociedade capitalista, vivenciam maternidades indesejadas e a letalidade do aborto ilegal.
Institution: Universidade Estadual de Feira de Santana
Language: Portuguese
Subfield: Gender Studies
Field: Social Sciences
Domain: Social Sciences
Open Access status: diamond
OpenAlex ID: W3120196087
