Year: 2021
Type: article
Abstract: As tecnologias digitais possibilitaram ao homem a democratização do conhecimento e das informações, ao mesmo tempo em que o expuseram a uma infinidade de desinformação, ou seja, as “fake news”. No contexto acadêmico, elas são publicações que viralizam em redes sociais a partir de informações comprovadamente falsas, com um formato que simula o estilo jornalístico para enganar o público, ocultando sua autoria. Este artigo tem por objetivo analisar as emoções como estratégias discursivas para obter possíveis efeitos persuasivos nas fake news. Além disso, visa a contribuir com os estudos sobre fake news/desinformação, no que se refere à importância do pathos na construção das estratégias discursivas. Para tanto, selecionamos, como corpus, as desinformações checadas pelo portal “Saúde sem Fake News” do Ministério da Saúde, no que tange às vacinas e ao câncer. Adotaremos, como aporte teórico, a teoria semiolinguística e os modos de organização do discurso, além do conceito de pathos de Charaudeau (2015), mais precisamente “a visada do pathos, que consiste em ‘fazer-sentir’, ou seja, provoca no outro um estado emocional agradável ou desagradável” (Ibid., p.69). E ainda, de modo a conceituar fake news, fundamentamo-nos em Frias (2018), Genesini (2018), Ferrari (2018), Santaella (2018) e Wardle e Derakhshan (2017). Os resultados da análise mostram que as desinformações construídas com intuito de alcançar a emoção do interlocutor são mais passiveis de persuadi-lo, levando –o não só a acreditar no conteúdo falso como também a compartilhá-lo.
Source: Cadernos de Linguística
Author: Marta Aparecida Paulo Ferreira
Institution: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Language: Portuguese
Subfield: Sociology and Political Science
Field: Social Sciences
Domain: Social Sciences
Open Access status: diamond
OpenAlex ID: W3133030026
