Year: 2021
Type: article
Abstract: Tendo como ponto de partida as reflexões de Rodrigo S.M. no romance A Hora da Estrela, de Clarice Lispector, o artigo se propõe a discutir algumas das opções narrativas em duas adaptações audiovisuais da obra literária. Na primeira obra, o filme homônimo A Hora da Estrela, de 1985, a diretora Suzana Amaral opta por focalizar apenas a história de Macabéa, deixando de fora as elucubrações de um narrador culpado. Em um segundo momento, o programa de televisão Cena Aberta, de 2003, do diretor e roteirista Jorge Furtado, ajusta seu foco justamente na problemática de se falar pelo outro de classe. Nossa hipótese inicial sugere uma dificuldade do cinema de destituir o intelectual tradicional de seu poder de narrar, no caso do filme de Suzana Amaral. Mas também aponta para a perda do outrora poder de choque a qual a metalinguagem se propunha. Essa mesma metalinguagem é o instrumento primeiro de fatura utilizado por Jorge Furtado na adaptação de Lispector para o programa da TV Globo.
Source: Alceu
Author: Eduardo Miranda Silva
Institution: Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
Language: Portuguese
Subfield: Literature and Literary Theory
Field: Arts and Humanities
Domain: Social Sciences
Open Access status: diamond
OpenAlex ID: W3205897040
