Year: 2021
Type: article
Abstract: A problemática do aprender atravessa algumas obras de Gilles Deleuze, mesmo que ele não tenha convocado essa questão para a educação e seus ruídos práticos. Saindo das leituras formalistas e psicologizantes, o aprender para ele passa por movimentos sombrios que estão para além de um estado consciente e linear. O aprender teria como via prioritária o intelecto, as objetividades, as regras e os modos definidos que levem para algum lugar? Contrariando o senso comum pedagógico pragmático, por meio de inspirações filosóficas deleuzianas, o argumento que se desenha neste ensaio é que há uma decepção descontínua no aprendizado que convoca paradoxalmente outras formas criativas de pensar o problema quando o corpo se põe à espreita. O texto é inspirando em obras do período intermediário do pensador, tendo como foco Proust e os signos (2010), argumentando que o aprender está em uma complexa relação com o que difere no corpo violentado pelas disparações do fora, insuflado em meios aos perceptos que arrastam sensivelmente o corpo para esferas desconhecidas, implicando olhar o caos, assim como pensar e o sentir e o fabular.
Institution: Universidade Federal do Pará
Language: Portuguese
Subfield: Literature and Literary Theory
Field: Arts and Humanities
Domain: Social Sciences
SDG: Quality education
Open Access status: diamond
OpenAlex ID: W3211209617
