Year: 2017
Type: dissertation
Abstract: Memória e Desenvolvimento (CMD), pelos excelentes Seminários anuais.Aos professores e colegas do Programa de Educação Tutorial da Sociologia (PET/SOL).Às professoras e professores dos departamentos de Sociologia, Antropologia e Filosofia, pela qualidade da formação que me foi proporcionada.Destaco a presença das professoras Mariza Veloso e Kelly Silva e do professor Erick Lima.À Universidade de Brasília, por ser o melhor lugar dessa cidade, espaço de aprendizagem e convivência.Ao Departamento de Patrimônio Imaterial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, por me proporcionar uma experiência valiosa de estágio profissional.Destaco a presença das minhas supervisoras Marina Lacerda e Diana Dianovsky.equivalente e diferencial de sujeitos e objetos partícipes de uma ordem simbólica juridicamente representada e estabelecida.Para tanto, propomos três fundamentos. Fundamento da Ordem Simbólica:Sabemos, por via da tradição sociológica francesa (DURKHEIM & MAUSS, 2000; LEVI-STRAUSS, 2013;BOURDIEU, 2012), que um dos temas privilegiados do pensamento social é a gênese das operações lógicas do entendimento humano enquanto função classificatória em geral.Este fundamento evoca uma dupla-implicação: por um lado, a função social, integrativa e comunicativa das formas simbólicas; por outro, a função política, conflituosa e separativa das formas simbólicas.À estas funções conjugadas corresponde a hipótese de uma homologia estrutural entre o campo da produção simbólica e o campo da luta de classes entendida como luta por classificações.De acordo com este ponto de vista, a luta pelo poder simbólico consiste no emprego das estratégias de imposição dos esquemas de percepção e apreciação da realidade compartilhada, uma luta entre agentes e instituições diferencialmente capitalizados os quais disputam pelo reconhecimento legítimo dos seus valores.Assim, importa não somente a operação de "enunciar" algo, mas sobretudo em que condições de autoridade é possível "enunciar" e reconhecer determinada "enunciação".Ao considerar este trabalho de representaçãofazer-ver e fazer-crer -, por um lado, a visão e a definição do mundo social são estruturadas objetivamente por via de instituições investidas da autoridade necessária para produzirem e circularem as categorias de pensamento com as quais, por outro lado, os agentes, incorporando-as subjetivamente, acionam esquemas de percepção e apreciação da realidade compartilhada 4 . Fundamento da Autoridade Pública:Na construção desse problema de pesquisa, o fundamento da ordem simbólica soma-se ao fundamento da autoridade pública quanto à questão da fonte de legitimidade da enunciação oficial.Caberia ressaltar que, no lugar da base religiosa e da graça divina concedida ao Rei, a soberania, no caso dos modernos Estados-nacionais, encontrará sua fonte de legitimação secularizada em dois polos: 1) a forma simbólica do universalismo republicanocomunidade jurídica igualitária e racionalidade formal; 2) a forma simbólica do particularismo nacionalcomunidade histórica que partilha de um mesmo destino e auto-estilização do povo-nação.Estamos, assim, diante de uma tensão: um universal que se volta para dentro (soberania interna), e um particular que se volta para fora (soberania externa).O fundamento da autoridade pública, desse modo, nos conduz ao problema da ordem simbólica estatal, a qual pressupõe, por sua vez, uma autonomia a relativa.Essa autonomia relativa da autoridade pública reflete um aspecto central da estrutura política moderna: o 4 Ver: Pierre Bourdieu (2012).
Author: Artur André Lins
Language: Portuguese
Subfield: Archeology
Field: Arts and Humanities
Domain: Social Sciences
Open Access status: gold
OpenAlex ID: W4220937325
