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Year: 2019
Type: article
Abstract: A Nova Revista Amazônica tem a honra de apresentar aos seus leitores o v. 7, n. 2 (2019) que traz a publicação de 2 (dois) dossiês, respectivamente, em regime de colaboração com discentes e docentes da pós-graduação strictu sensu da Universidade do Estado do Pará e da Universidade Federal do Pará.Organizado por Manoel Ribeiro de Moraes Júnior (PPGCR-UEPA) e Kátia Marly Leite Mendonça (PPGSA-UFPA) o primeiro dossiê sob o título "RELIGIÃO E AMAZONIA" apresenta um conjunto de trabalhos que buscam compreender a relação entre religião e Amazônia nas suas mais variadas expressões culturais, buscando observar as suas múltiplas relações com os mitos, os símbolos, os ritos sagrados, mas também com o espaço público e de como estas conexões constituem o cimento da vida social, das práticas religiosas de diferentes grupos étnicos e da diversidade religiosa na Amazônia.O primeiro trabalho "A mata como espaço de encantaria: uma relação com a pentecostalidade" escrito por Rodolfo Moura e Manoel Ribeiro de Moraes Júnior, tem a proposição de construir uma breve análise que provoque o debate acerca da mata como espaço de encantaria na cosmovisão pentecostal, sobretudo dos pentecostais que frequentam a vigília da mata, a qual comumente é denominada de "oração do monte".Esse tipo de encontro ocorre, semanalmente, em uma zona de mata, no bairro de Val-de-Cães, em Belém.Dessa forma, a abordagem objetiva compreender possíveis elementos de ressignificação que o grupo frequentador faz de códigos da cultura religiosa dos povos tradicionais da Amazônia, onde ecoa, em sua forma de expressão religiosa, a importância da mata na qualidade de espaço mágico-religioso, logo, com traços de influência cultural xamânica.No segundo trabalho "A religião na Amazônia e a questão epistemológica sobre natureza e cultura: uma reflexão sobre a religiosidade popular" José Maria Guimarães Ramos apresenta uma reflexão sobre o tema da natureza e da cultura relacionados à religiosidade popular, mas especificamente sobre testemunhos de milagres que é objeto das suas pesquisas há vários anos.O trabalho é uma reflexão para fugir da dicotomia natureza e cultura na composição da religiosidade popular amazônica, a partir de duas ideias, a saber, a ideia de Amazônia antropogênica que é a visão que a natureza e o humano se forjam mutuamente e a ideia do perspectivismo, que neste caso, tenta mostrar que o ser humano amazônico se relaciona tanto com a natureza, quanto com os seres espirituais do catolicismo que são os santos e a Virgem Maria, compondo três mundos, o humano ou social, o natural e o espiritual, um exemplo disso são os testemunhos de milagres.Já o terceiro trabalho "O sagrado em preto e branco: um recorte da Festa de São Benedito" de Helio Figueiredo da Serra Netto apresenta alguns traços expressivos que compõem a festiva devoção a São Benedito, por meio de uma narrativa fotográfica que fosse além das cores e, que ao se construir imagens em preto e branco, procurou captar o mais profundo da festa: a relação com o sagrado.Ele mostra como uma das características estéticas desse evento se manifesta na vestimenta dos devotos, conhecidos como marujos.O chapéu peculiar, a roupa branca, os pés descalços e os detalhes em vermelho (ou azul), criam a identidade dessa manifestação e constituem-se como uma expressão imagética única.Ao discutir a relação entre religião e espaço público, o quarto artigo "Extensão universitária e o combate à intolerância religiosa as religiões de matrizes africanas" dos autores Taissa Tavernard de Luca, Manoel Vitor Barbosa Neto e Juscelio Mauro de Mendonça Pantoja aborda a importância da extensão universitária a partir da experiência do Grupo de Estudos de Religiões de Matriz Africana na Amazônia -GERMAA da Universidade do Estado do Pará como ação de parceria para a efetivação da Lei 10.639/03 e para o combate a intolerância religiosa contra as religiões afro-brasileiras.A pesquisa mostra como as atividades de extensão constituem-se em ações necessárias para o processo educativo, independente do nível de ensino.Por fim, ao retomar as discussões sobre religião nas suas relações com espaços formativos, o artigo "O currículo da pastoral da juventude e a constituição subjetiva do jovem católico" dos autores Valdecy de Souza Meirelles e Wladirson R. da S. Cardoso aborda reflexões acerca da constituição do sujeito/jovem a partir dos documentos da pastoral da juventude.A pesquisa tem como objetivo analisar a constituição do discurso presente no currículo da pastoral da juventude como forma de subjetivação e objetivação dos jovens.Este estudo se estrutura a partir da análise dos documentos da CNBB -Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que trata sobre a evangelização da juventude, que são: documento 44 (1986), documento 85, (2007), Somos Igreja Jovem (2012), no qual está contido o projeto Tecendo Relações.A partir das questões colocadas, foi realizada a análise do discurso presente nesses documentos para que se possa compreender o processo de objetivação e subjetivação dos jovens, tendo por subsidio na pesquisa os escritos de Foucault.
Author: ... ...
Language: Portuguese
Open Access status: diamond
OpenAlex ID: W4232667719
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