Work

Vestidos de realeza

Year: 2012
Type: dissertation
Abstract: AGRADECIMENTOSTemerosa pelo risco de omitir alguém, esperei até o "segundo tempo da prorrogação" para escrever esse agradecimento.Caí na minha própria armadilha, uma vez que relembrar cada pessoa envolvida, nesse exato momento, provoca um embargo que fatalmente me fará ser injusta com muitos.Então, antes mesmo de começar, já peço desculpas por antecipação.Agradeço à CAPES pelo financiamento dessa pesquisa.Para Robert Slenes, creio que nem todos os agradecimentos do mundo dariam conta de fazer jus à sua generosidade acadêmica, e ao seu entusiasmo incomparável cada vez que se depara com "centro-africanidades" do lado de cá do Atlântico.Mais do que orientador, é um guru, um nganga das letras.À amiga Raquel Trindade, a Kambinda, quem primeiro descortinou a mim o mundo do negro, com todas as suas cores, tensões, dores e alegrias.A meus pais, por terem feito de mim tudo o que sou.Jackeline e Joana deveriam ter uma página à parte para receber os agradecimentos.A primeira, interlocutora constante, duas vezes irmã, jupiteriana o suficiente para me fazer enxergar uma luz no fundo do túnel quando tudo parecia perdido.A segunda, chef Joana, pelo apoio e companheirismo incondicional em todos os momentos desse trabalhoe, é claro, pelas comidinhas para o estômago e para a alma.Enquanto comíamos, Joãozinho se sentava à nossa mesa.Talvez elas saibam mais sobre ele do que eu mesma.Raquel Gryszczenko Alves Gomes se trata de outro capítulo à parte.Descoberta casualmente em um curso de kiswahili, eu jamais suspeitaria que nos tornaríamos amigas e também colegas de linha de pesquisa.Tive que fazer um curso para conseguir soletrar seu nome.Quando eu achei que tinha aprendido, ela resolveu se mandar para o hemisfério norte!Ainda assim, conseguiu ser presente em todos os momentos desse trabalho, das vitórias às choradeiras, das broncas aos incentivos.Mas deixemos de yadda yadda e vamos ali tomar um café.E, ah! Chamemos Daniele Megid, minha companheira dos "últimos dias de sufoco".À Tânia Amaro, diretora do Instituto Histórico da Câmara Municipal de Duque de Caxias, que me permitiu o acesso ao acervo de Joãozinho da Goméia, uma vez que quase em sua totalidade (com exceção de alguns poucos itens) não se encontra exposto ao público, aguardando restauração.Não tenho palavras para agradecer suficientemente sua disponibilidade e atenção, assim como de seus estagiários.Aos funcionários do IFCH, especialmente Sandra, da biblioteca, e Ana Jaqueline, da pós-graduação.Ao CECULT, representado pela pessoa amabilíssima que é Flávia Peral.Alessandra Negrão, sem ter noção da dimensão de seu ato, me salvou a pele, "exportando" da Bahia para o Sudeste um volume considerável de papel que seria definitivo para o êxito desse trabalho.Alê, prefiro pagar minha dívida aí na Bahia mesmo.Devo um agradecimento especial aos professores Michael Hall e Sidney Chalhoub, por suas discussões instigantes nas disciplinas do curso.As contribuições de Silvia Lara e Marcelo MacCord no exame de qualificação foram cruciais para a realização dessa dissertação.Não poderia deixar de citar aqui José Daniel das Neves, Lembananguê.Venerável xicarangoma da Goméia, sem saber plantou a primeira raiz que me levou até Londirá.Hoje, ele habita o mundo dos simbi.João Diel e Americo Correia suportaram minhas lamúrias no limite do insuportável, e sempre conseguiam ter uma palavra de incentivo.João, ainda por cima, me socorreu nos assuntos de impressão da qualificação.Padre Vanderlei, C.Ss.R., por me conduzir à Duque de Caxias, em meu primeiro "encontro" com o nosso protagonistae pela vigília constante em suas preces.Marcos Correa me mimava com esmaltes de unhapara que eu tivesse mãos bonitas ao digitar.Doce ilusão.À Karina Vicentin, pela tradução de última hora.Thanks, girl!Eunice de Souza, Nengua Dango: agradeço por tudo.E "tudo" no sentido mais abrangente que a palavra possa ter.Mukuyu.Finalmente, mas não por último, aos colegas da linha de pesquisa, e aos amigos que sempre estiveram na torcida para ver esse trabalho entrar na avenida.Joãozinho é que estava certo. RESUMOO Candomblé é uma religião cujos sentidos, ações rituais e cosmologia possuem vínculos com várias tradições religiosas do oeste e centro da África, e divide-se em subgrupos que se autodenominam nações: Ketu (ou Nagô), Jeje e Angola, entre outras.Os estudos sobre essa religiosidade privilegiaram, desde o seu início, o culto de origem nagô, que acabou sendo tomada como modelo ideal, em detrimento das outras, estabelecendo um importante paradigma que viria influenciar decisivamente os estudos afro-brasileiros, desde a transição do século XIX para o XX.Somente a partir da década de 1970, com o surgimento de novos estudos africanistas, foi possível traçar novos argumentos para analisar a presença africana nas Américas, e estabelecer bases para a discussão sobre um diálogo possível entre centro-africanos e africanos ocidentais na formação do candomblé.Joãozinho da Goméia (1914-1971) foi um pai de santo do Candomblé Angola, que iniciou sua trajetória na Bahia e se deslocou para Caxias, na Baixada Fluminense, na década de 1940.Personagem controvertido em sua época pelas constantes aparições na mídia, Joãozinho teve uma grande fotorreportagem veiculada pela revista o Cruzeiro, em 1966, que retratou as vestimentas das divindades cultuadas em seu candomblé, em um conjunto de 26 fotografias, além da capa da edição.O recorte temporal, que privilegia o período compreendido entre 1937-1966, diz respeito às primeiras aparições de Joãozinho na imprensa, até a veiculação da fotorreportagem em O Cruzeiro.Esse trabalho se propõe a analisar, a partir das imagens veiculadas em O Cruzeiro, as contribuições da presença centro-africana na formação de uma religiosidade negra no Brasil, lançando mão do uso complementar de fontes de diversas naturezas, como periódicos, imprensa, relatos de missionários e etnografias, para permitir uma análise mais aprofundada do tema abordado.
Language: Spanish
Subfield: Museology
Open Access status: gold
OpenAlex ID: W4238411142
Cites: 23
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