Year: 2022
Type: article
Abstract: Neste artigo, proponho pensar as ativações de nostalgia colonial no filme Tabu (2012), do diretor português Miguel Gomes. Esta nostalgia é produzida, dentre outros fatores, pelo contraste criado entre um presente melancólico na Lisboa de 2011 (Paraíso Perdido, parte I) e um passado romantizado situado numa colônia portuguesa ficcional em África, às vésperas da Guerra Colonial (1961–1975) (Paraíso, parte II). De acordo com Gomes, Tabu não pretende ser uma crítica ao colonialismo português e à memória deste passado no presente. O diretor vincula o seu filme a uma reflexão metaficcional sobre “Eras Douradas” do cinema ocidental. Porém, devido ao olhar eurocêntrico que perpetua, meu objetivo é relacionar a nostalgia colonial em Tabu à remediação de dispositivos de mídia que praticam uma visualidade etnográfica, em especial, alguns filmes do cinema clássico hollywoodiano. Por fim, cabe perguntar o quanto Tabu questiona e o quanto naturaliza os regimes visuais praticados.
Source: Domínios da Imagem
Author: Rebecca Rozas
Institution: Universidade Federal do Rio de Janeiro
Language: Portuguese
Topic: Cinema History and Criticism
Subfield: Visual Arts and Performing Arts
Field: Arts and Humanities
Domain: Social Sciences
Open Access status: diamond
OpenAlex ID: W4386871108
