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Chama as mina pro jogo: Museologia e gênero no Museu do Futebol

Year: 2023
Type: dissertation
Abstract: AGRADECIMENTOS Numa noite de agosto de 2008 uma pergunta que pretendia ser impertinente sobre o Campeonato Brasileiro de 1987 terminou, anos depois, numa sucessão absurda de acontecimentos que me tiraram do Recife para começar uma nova vida em São Paulo.Eu era então concursada no Ministério Público de Pernambuco e me mudei sem muita ideia de como ganharia a vida.Mas foi no exato dia de embalar a mudança que recebi a ligação de uma conhecida pernambucana que estava montando a nova equipe de comunicação de um órgão público paulista.Ela precisava de uma coordenadora para a Secretaria da Cultura do Estado de São Pauloe foi assim que teve início minha atuação profissional com instituições museais.Eu já era uma visitante assídua dos museus paulistas, mesmo quando morava a 2.700 quilômetros de distância deles.As visitas regulares a São Paulo eram planejadas para coincidir com as novas exposições do Museu da Língua Portuguesa, quando eu aproveitava para conhecer outras instituições e maratonar tudo o que pudesse no circuito alternativo de cinema.De forma que, quando comecei a trabalhar na Secretaria, já tinha visitado quase todos os museus que faziam parte de sua rede, algo de que nem meus colegas paulistanos podiam se gabar.Conhecer estas instituições por dentro, ter contato cotidiano com suas profissionaispois eram principalmente mulheres -, poder pensar junto com elas novas formas de dar visibilidade aos projetos e exposiçõestudo isso era um privilégio absurdo.Nesse período, a convivência diária com Marcelo Mattos Araújo, Renata Vieira da Motta e Cristiane Batista Santana foi de um aprendizado imensurável, sobretudo sobre a confluência entre formulação de políticas públicas, atuação política e gestão.Na mesma época, os encontros frequentes com diretoras e diretores de museus me ajudaram a entender os processos através dos quais ideias as mais incríveis (e outras menos) se tornavam projetos palpáveis, principalmente exposições que emocionariam e ajudariam a transformar a percepção de centenas de milhares de pessoas.Destaco duas jovens diretoras, ousadas e corajosas: Daniela Alfonsi e Marília Bonas.Foi Daniela a primeira pessoa a perceber que talvez minha atuação no campo pudesse ir além da comunicação.Mais tarde, já trabalhando no Museu do Futebol e no Museu da Língua Portuguesa, comecei a desenvolver projetos paralelos para o Comitê Brasileiro do Conselho Internacional de Museus (ICOM Brasil), onde reencontrei Renata Motta e Marília Bonas, além de conhecer Roberta Saraiva Coutinho, o trio de direção da entidade naquele momento.Com as três, passei a compreender o que significava discutir museus e globalmente e aprendi a potência dessa rede de profissionais extremamente aguerridas que se dedicam ao campo.Foi o cruzamento das experiências na SEC, nos museus e no ICOM Brasil que me fez ter o impulso de ingressar no Programa de Pós-Graduação Interunidades em Museologia da USP (PPGMUS-USP) para aprofundar minha relação com o setor, agora em nível acadêmico e almejando construir um caminho em que a comunicação atue de maneira mais transversal nos museus, e não apenas na ponta final da divulgação.No meio desse percurso, tive o privilégio também de desenvolver alguns trabalhos para a Expomus, empresa que acolheu uma já não tão jovem profissional de comunicação para cuidar inicialmente de suas redes sociais.Maria Ignez Mantovani Franco e equipe enxergaram que eu poderia contribuir também em projetos de Museologia, o que se tornou uma fonte incrível de aprendizado, além da oportunidade adicional de praticar o que vinha aprendendo na pós-graduação praticamente em tempo real.
Language: Portuguese
Subfield: Museology
Open Access status: gold
OpenAlex ID: W4388487679
Cites: 6
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