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Incêndio no YouTube

Year: 2021
Type: dissertation
Abstract: fadas de crescimento econômico eterno.Como ousam?[...] Aqui, agora, vamos definir os limites.O mundo está acordando.A mudança está vindo, quer queiram, quer não." Greta ThunbergDiscurso na abertura da Cúpula sobre Ação Climática da ONU, em 2019. RESUMOEste trabalho mapeia e analisa a rede de atores que estiveram envolvidos nos debates acerca das queimadas na Amazônia entre agosto e outubro de 2019 no YouTube.Durante esse período o tema "Amazônia" ocupou posição de destaque na imprensa e nas mídias sociais devido aos incêndios que ocorriam na maior floresta tropical do mundo; fato que acabou desvelando os interesses históricos que envolvem a região amazônica.Em meio a esse contexto, o YouTube assumiu papel preponderante na disseminação de (des)informações sobre as queimadas e desmatamentos que estavam ocorrendo naquele período.Consequentemente, a plataforma de compartilhamento de vídeos se tornou palco de disputas entre diversos atores institucionais e independentes que buscaram demarcar suas posições políticas e influenciar a opinião pública.Através do método de Cartografia das Controvérsias, o presente estudo mapeou os principais atores que se engajaram no debate sobre a Amazônia no YouTube e os argumentos disseminados por eles, visando compreender a dinâmica da desinformação na plataforma digital.A cronologia de eventos que estiveram relacionados às queimadas e desmatamentos na Amazônia em 2019 foi feita através de pesquisa bibliográfica em jornais de grande circulação no Brasil.Para mapear os principais argumentos (informativos e desinformativos) que circularam no YouTube foram feitas análises qualitativas dos vídeos mais visualizados sobre as queimadas na Amazônia que foram publicados durante o período pesquisado.Também foram feitas análises do comportamento dos algoritmos de recomendação através de dados extraídos por meio da API v3 do YouTube, visando identificar quais tipos de vídeos foram mais impulsionados pela plataforma.Os resultados obtidos demonstraram que a desinformação ocupou espaço preponderante entre os vídeos mais visualizados e que os algoritmos do YouTube priorizaram a recomendação de vídeos publicados por canais desinformativos de extrema direita.
Language: Portuguese
Open Access status: gold
OpenAlex ID: W4388868631
Cites: 74
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