Year: 2024
Type: article
Abstract: No presente artigo, argumentaremos que há no pensamento da filósofa estadunidense Judith Butler (1956) certa base teórico-metodológica que permite-nos compreender o modus operandi do exercício de violências que recaem sobre determinados corpos. Acreditamos que essas violências são analisadas pela autora como eventos singulares, e que tomam como base os discursos que esquadrinham os corpos como vivíveis ou matáveis. Essa seria, na nossa visão, uma forma trazida por Judith Butler para pensar a relação entre marcadores sociais da violência, abjeção e estado de exceção. Para a realização de nosso intento, resgataremos o entendimento de Giorgio Agamben (1942) e Veena Das (1945) sobre o conceito de assinatura para, em seguida, estabelecermos um diálogo com a noção de Judith Butler sobre os marcadores sociais da violência. Por fim, a partir dessa movimentação teórica, sustentaremos haver uma preocupação filosófica de Judith em diagnosticar criticamente a construção da vida precária como assinatura biopolítica do Estado de Exceção. Palavras-chave: Biopolítica; Assinatura; Marcadores Sociais; Vida Precária; Estado de Exceção.
Source: Profanações
Author: Iverson Custódio Kachenski
Language: Portuguese
Subfield: Sociology and Political Science
Field: Social Sciences
Domain: Social Sciences
Open Access status: diamond
OpenAlex ID: W4392862898
