O hemiciclo
Year: 2009
Type: article
Abstract: A tela sobre o Juramento do Jeu de Paume é uma não pintura e uma forma-síntese da modernidade. Encomendada pela Assembleia (1790) ao pintor David, a tela celebraria o ato no qual os deputados do Terceiro Estado insurgiram-se contra uma decisão do rei e decidiram redigir uma Constituição. O projeto, porém, não se realizou, apesar de sua importância – “grande e sublime” –, e da inventividade do pintor, que logrou formular o ineditismo do tema de modo inovador, como mostrou o desenho apresentado no Salão de 1791. Seu fundamento político se esfacelara e o quadro perdera sua razão de ser, conforme anunciou David em setembro de 1792. Isso liquida a questão? Não. A não pintura, como negativo do desenho, é hoje inseparável deste. Duas faces de uma mesma moeda, ambas contam de uma promessa desenhada e de sua negação – de uma modernidade desdobrada em seu outro.
Source: Crítica Marxista.
Author: Luiz Renato Martins
Language: Portuguese
Topic: Art, Politics, and Modernism
Subfield: Visual Arts and Performing Arts
Field: Arts and Humanities
Domain: Social Sciences
Open Access status: diamond
OpenAlex ID: W4401743576
