Year: 2024
Type: article
Abstract: Este trabalho parte da lógica do coletivo tal como Lacan desenvolve em seu texto “O tempo lógico e a assunção da certeza antecipada” e procura discutir tal proposta articulada ao estabelecimento de uma universal que se funda sobre uma exceção. Assim, a identificação ao “coletivo”, neste momento, está mais próxima à particular afirmativa para cada sujeito a respeito de sua própria existência: fraternos como falantes e castrados. No entanto, essa lógica é a mesma que precisa da segregação para se estabelecer. Com os avanços teóricos de Lacan em relação ao campo do gozo, a partir dos anos 70, este trabalho pergunta se algo mudaria neste laço coletivo, ou se daria para pensar uma outra lógica coletiva que não se estabelecesse por um conjunto que se fundaria por sua exceção, mas a partir de um enodamento paradoxal[1], tal como propõe Milner. Nesse sentido, o modo singular de gozo de cada falasser poderia fazer diferença nesse tipo de laço, introduzindo esse traço “discreto” na fraternidade[2]? Palavras-chave: Lógica do coletivo, fraternidade discreta, laço entre psicanalistas. [1] Milner, J.C – Os nomes indistintos. Rio de Janeiro: Cia de Freud, 2006 [2] Referência ao que Lacan nomeia como “fraternidade discreta” no texto A Agressividade em Psicanálise. In: Escritos – Rio de janeiro: Jorge Zahar ed., 1998
Source: Revista de Psicanálise Stylus
Author: Beatriz Oliveira
Language: Portuguese
Subfield: Clinical Psychology
Field: Psychology
Domain: Social Sciences
Open Access status: diamond
OpenAlex ID: W4402646469
