Year: 2024
Type: article
Abstract: As teorias raciais passaram a ser altamente difundidas na Europa a partir do século XIX, quando o termo raça começou a ser utilizado de maneira ideológica para distinguir de maneira degenerativa seres humanos. Essas teorias influenciaram muitos dos viajantes naturalistas que vieram ao Brasil durante o mesmo século, os quais escreverem relatos de viagem inseridos nos ideais teóricos que estavam em voga na Europa. Esses relatos foram amplamente divulgados, corroborando com a difusão de representações estereotipadas e racializadoras sobre as populações brasileiras, principalmente ao que se refere aos povos indígenas e população negra. A partir da circulação de saberes, os relatos de viagem também passaram a ser amplamente utilizados no Brasil, por instituições como o IHGB e IHGRGS. O objetivo do presente artigo é mostrar como esses relatos (imbricados por teorias raciais) foram utilizados pela historiografia clássica gaúcha para se criar uma história e identidade una do estado, o que gerou consequências vivenciadas até os dias de hoje.
Author: Larissa Barth
Institution: Universidade Federal da Grande Dourados
Language: Portuguese
Subfield: History
Field: Arts and Humanities
Domain: Social Sciences
SDG: Reduced inequalities
Open Access status: diamond
OpenAlex ID: W4405859361
