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Da Leitura Religiosa À Leitura Literária

Year: 2025
Type: article
Abstract: Este artigo analisa alguns dos modos pelos quais o ensino da leitura e a formação de leitores em língua portuguesa, do século XVI ao XVIII, isto é, do Renascimento ao Iluminismo, estão associados à expansão imperial do reino lusitano e ao processo de colonização dela decorrente, que promoveu uma política linguística articulada com um projeto de propagação do império e da fé cristã, possibilitando assim a consolidação do vernáculo como língua oficial e, ao mesmo tempo, a formação de um cânone literário em português. Desse modo, busca compreender as condições históricas que possibilitaram a emergência do “sujeito” e, consequentemente, o advento da leitura subjetiva. Para tanto, recorreu-se ao uso dos compêndios e da legislação do período como fontes, bem como de alguns pressupostos teóricos relacionados aos conceitos escolarização (Vincent; Lahire; Thin, 2001), gramatização (Auroux, 1992) e colonialidade (Quijano, 2007). Concluiu-se que, com a institucionalização do ensino da literatura e o advento da leitura literária, no século XIX, a formação de leitore(a)s já se encontra limitada ou cerceada por uma normatividade que enclausura as possibilidades subjetivas e intelectivas das experiências de leitura, circunscrevendo-as ao cardápio canônico oferecido pelas instituições educativas.
Language: Portuguese
Subfield: Education
Open Access status: diamond
OpenAlex ID: W4406570268
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