Year: 2025
Type: article
Abstract: Por ter sido considerada fruto de material especulativo, a segunda teoria das pulsões conduziu Freud a olhar criticamente e a duvidar da validade de suas hipóteses conceituais. A pulsão de morte apresenta-se para o fundador da psicanálise como um conceito problemático, se comparado a Eros. As atividades das pulsões de vida são mais facilmente apreensíveis do que as atividades de Tânatos. Das pulsões de morte se apreende o silêncio apenas, anuncia Freud em O mal-estar na civilização. Contudo, a ausência de alvos e objetos fixos da pulsão de morte parece não implicar a inexistência de manifestações ou de efeitos. Com este trabalho, pretende-se sustentar que é fundamentalmente pela via de sua exteriorização, como"pulsão destrutiva", que a pulsão de morte irá se insinuar. E será, sobretudo, no domínio da cultura e das relações intersubjetivas que ela aparecerá mais amplamente, reunindo elementos para reivindicar sua universalidade.
Author: Maria Vilela Pinto Nakasu
Institution: Universidade de São Paulo
Language: Portuguese
Subfield: Cultural Studies
Field: Social Sciences
Domain: Social Sciences
Open Access status: diamond
OpenAlex ID: W4408963630
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