Year: 2025
Type: article
Abstract: Resumo: Este artigo busca defender a continuidade entre a filosofia negativa e positiva de Schelling. A primeira procurou demonstrar racionalmente o processo orgânico da natureza; a segunda, apresentar tal processo de maneira a examinar a revelação desse princípio, ao longo da história. Defende-se a filosofia positiva como consequência da negativa, ainda que essa relação não estivesse clara para Schelling, desde o início de seu pensamento. Para isso, serão articulados elementos de sua filosofia inicial, como a resistência a qualquer redução dedutivo-racional do processo do mundo, sustentada por um sistema de pesos e contrapesos entre subjetivo e objetivo, bem como a concepção de um Absoluto medial, a partir do qual todas as coisas podem ser justificadas, sem que ele próprio o seja. Assim, evidencia-se que a filosofia de Schelling sempre manteve um princípio de resistência à capacidade racional de dedução do processo, o que se preserva em sua filosofia positiva. Esta, por sua vez, faz jus à noção de superação do subjetivo sobre o objetivo, traçando-a, no processo histórico de revelação dos povos.
Source: Trans/Form/Ação
Author: Luiz Filipe da Silva Oliveira
Institution: Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Language: Portuguese
Subfield: Philosophy
Field: Arts and Humanities
Domain: Social Sciences
Open Access status: diamond
OpenAlex ID: W4409490997
