Year: 2025
Type: article
Abstract: IntroduçãoNo livro Vitalizações das línguas e criações indígenas (2024), organizado por Ana Lúcia Liberato Tettamanzy, Áustria Rodrigues Brito e Lucivaldo Silva da Costa, as 291 páginas que compõem a obra estão divididas em duas partes principais.A primeira parte reúne quatro capítulos, enquanto a segunda é composta por cinco capítulos.Na obra, apresenta-se uma proposta inovadora que articula teoria crítica e pensamento deslocado em relação à práxis educativa e social nos contextos da educação e formação, tanto indígena quanto não indígena.Nesse sentido, destaca-se a presença histórica dos diversos povos originários que habitaram o território brasileiro muito antes da formação do Estado-nação.Essas populações, ao longo dos séculos XIX e XX, articularam resistências à consolidação do projeto de Estado, cujas raízes materiais remontam ao século XV.O projeto moderno, intrinsecamente ligado ao sistema colonial, institui-se como um processo que cria e legitima estruturas e instituições voltadas à sustentação de um racismo epistêmico.Esse aparato ideológico marginaliza e silencia saberes alternativos e vozes críticas, desafiando a hegemonia de projetos imperiais, coloniais e patriarcais que prevaleceram no sistema-mundo.A construção colonial opera, assim, por meio do epistemicídioa desqualificação epistêmica do "outro" -, promovendo uma narrativa universal e totalizadora que anula a multiplicidade de conhecimentos resistentes às lógicas coloniais (Grosfoguel, 2016;
Source: Organon
Author: Miguel Angulo-Giraldo
Institution: Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Language: Portuguese
Subfield: Cultural Studies
Field: Social Sciences
Domain: Social Sciences
SDG: Quality education
Open Access status: diamond
OpenAlex ID: W4411550652
