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Papel Da Cannabis No Meio Ambiente E Seu Impacto Na Saúde Humana:

Year: 2026
Type: article
Abstract: Introdução: Cannabis sativa L. é uma das espécies vegetais mais antigas cultivadas pelo ser humano, destacando-se nas últimas décadas por seu potencial terapêutico e por seu papel em debates ambientais e de saúde pública. Objetivo: Avaliar os impactos ecológicos da planta e suas implicações clínicas, com ênfase em canabinoides, interações medicamentosas e riscos em populações vulneráveis. Metodologia: Revisão narrativa da literatura, com busca em bases como Metodologia: Revisão narrativa da literatura (2016-2025) em PubMed/MEDLINE, contemplando estudos sobre ecologia, farmacologia, interações medicamentosas e segurança. Resultados e Discussão: Ambientalmente, a Cannabis apresenta crescimento rápido, moderada demanda hídrica e capacidade de fitorremediação, sendo o cânhamo industrial relevante para fibras, biocombustíveis e bioplásticos. Porém, cultivos em ambientes controlados de variedades psicoativas apresentam elevado consumo energético e produção de resíduos. Em saúde, mais de 140 canabinoides são descritos; o CBD possui maior segurança e eficácia estabelecida para epilepsias refratárias, espasticidade na esclerose múltipla e ansiedade severa. O THC é eficaz em náuseas induzidas por quimioterapia e dor crônica, mas aumenta risco de dependência e efeitos psicóticos. As interações medicamentosas do tetrahidrocanabinol (THC) ocorrem pela inibição ou indução das enzimas CYP3A4 e CYP2C9, alterando o metabolismo de diversos fármacos clínicos. Anticoagulantes cumarínicos como varfarina podem ter metabolismo reduzido pelo THC, elevando o INR e aumentando risco de sangramentos, exigindo monitorização rigorosa. Benzodiazepínicos (clobazam, clonazepam, diazepam, alprazolam) podem ter concentrações plasmáticas elevadas, intensificando efeitos sedativos. Outros medicamentos suscetíveis incluem imunossupressores como tacrolimus, que pode atingir níveis tóxicos; antirretrovirais (atazanavir, darunavir, efavirenz, dolutegravir); e antidepressivos (sertralina, fluoxetina, escitalopram, venlafaxina, duloxetina, amitriptilina), favorecendo sedação excessiva e toxicidade. O THC também pode comprometer a eficácia de antipsicóticos como risperidona. Grupos vulneráveis (idosos, gestantes, lactantes e adolescentes) requerem precaução adicional. Organizações como American College of Obstetricians and Gynecologists recomendam evitar cannabis na gestação e amamentação. O uso de THC em polimedicados exige revisão criteriosa da farmacoterapia, vigilância laboratorial do INR e ajustes de doses conforme recomendações científicas. Considerações Finais: A Cannabis apresenta benefícios ambientais e terapêuticos quando utilizada de forma regulada e baseada em evidências. Entretanto, seu emprego exige monitoramento farmacoterapêutico rigoroso, sobretudo em uso concomitante com psicofármacos e em populações vulneráveis. Políticas públicas robustas são essenciais para maximizar o benefício e reduzir riscos.
Subfield: Pharmacology
Field: Medicine
Open Access status: diamond
OpenAlex ID: W7170613142
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Cites: 8
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