Endometriose: Avanços no Diagnóstico, Manejo Terapêutico e Perspectivas para o Controle da Dor e da Infertilidade
Year: 2026
Type: article
Abstract: Introdução: A endometriose é uma doença ginecológica crônica, inflamatória e estrogênio-dependente, caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio fora da cavidade uterina. Apresenta manifestações variadas, destacando-se dismenorreia, dor pélvica crônica, dispareunia, sintomas intestinais e urinários e infertilidade. O impacto sobre a qualidade de vida e a saúde reprodutiva reforça a necessidade de diagnóstico oportuno e tratamento individualizado. Objetivo: Revisar os avanços recentes no diagnóstico e manejo da endometriose, com ênfase no controle da dor e na preservação ou obtenção da fertilidade. Metodologia: Foi realizada revisão narrativa da literatura nas bases PubMed, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), priorizando diretrizes, posicionamentos de sociedades médicas e estudos clínicos relevantes. Foram consideradas publicações relacionadas ao diagnóstico por imagem, tratamento hormonal e cirúrgico, dor associada à endometriose e infertilidade. Discussão/Resultados: A investigação deve iniciar-se por avaliação clínica detalhada, considerando características da dor, sintomas associados, exame físico e histórico reprodutivo. A ultrassonografia transvaginal especializada constitui importante ferramenta de primeira linha, enquanto a ressonância magnética pode complementar a avaliação, principalmente na suspeita de doença profunda ou acometimento de órgãos pélvicos. A laparoscopia diagnóstica de rotina não é indicada quando a avaliação clínica e os exames de imagem são adequados. O tratamento deve ser individualizado conforme sintomas, extensão da doença e objetivos reprodutivos. Terapias hormonais, incluindo contraceptivos e progestagênios, são utilizadas principalmente para controle da dor, enquanto procedimentos cirúrgicos devem ser reservados para situações selecionadas, como doença avançada, comprometimento funcional de órgãos ou falha do tratamento clínico. Na infertilidade, fatores como idade, reserva ovariana, duração da infertilidade e presença de alterações tubárias ou masculinas devem orientar a conduta. O tratamento hormonal não aumenta a fertilidade natural, e a cirurgia ovariana deve ser indicada criteriosamente devido ao possível impacto sobre a reserva ovariana. Conclusão: Os avanços diagnósticos permitem abordagem menos invasiva e melhor caracterização da doença. O manejo deve priorizar controle da dor, qualidade de vida e objetivos reprodutivos, com decisões individualizadas e acompanhamento multidisciplinar.
Authors: Nicole Andrade de Holanda, Júlia Cafuoco Cormanich, Laiana Michels, Mariana Rodrigues Cavazzani, Mariane Magalhães Pedrotti, Júlia Silva Melo, Isadora Bechara Rossi Cadelca, Maria Fernanda Burgel Stefani, Luísa De Jesuz Teixeira da Costa, Charlie Darthanhã Lindenberg, Narah Berthyse Barbosa, Giovanne De Souza Girard, Maria Julia Araujo Maia, Laura Rey Feijó Cruz, Raine Coelho Queiroz
Institutions: Centro Universitário do Norte, Universidade Metropolitana de Santos, Universidade do Sul de Santa Catarina, Faculdade Santa Marcelina, Universidade de Marília, Fundação Faculdade de Medicina, Faculdade São Leopoldo Mandic, Centro Universitário São Lucas, Universidade Federal de Rondônia, Universidade Federal de Roraima, Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, Universidade Católica de Pelotas, Faculdade Metropolitana de Manaus
Language: Portuguese
Subfield: Reproductive Medicine
Field: Medicine
Domain: Health Sciences
Open Access status: diamond
OpenAlex ID: W7214296638
