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Resposta Ao Epcoritamab Em Paciente Com Linfoma Difuso De Grandes Células B Refratário a Múltiplas Linhas De Tratamento: Relato De Caso

Year: 2026
Type: article
Study design: Case Report
Abstract: Introdução O Linfoma Difuso de Grandes Células B (LDGCB) é o subtipo mais frequente de Linfoma Não Hodgkin (LNH) e apresenta comportamento clínico agressivo. Embora o tratamento com R-CHOP proporcione elevadas taxas de resposta, pacientes com doença recidivada ou refratária podem apresentar prognóstico desfavorável (1), tornando necessária a adoção de novas estratégias terapêuticas, como o epcoritamabe, anticorpo biespecífico anti-CD3 e anti-CD20 (2–4). Relata-se um caso de resposta precoce ao epcoritamabe após radioterapia em uma paciente com doença altamente refratária. Descrição do caso Paciente do sexo feminino, 71 anos, com diagnóstico de LDGCB, subtipo células B ativadas (ABC), estádio Ann Arbor IIIBX, apresentando massa cervical bulky e sintomas B. Evoluiu com refratariedade a múltiplas linhas de tratamento, incluindo R-CHOP, R-GEMOX e dois ciclos de R-DHAOx, cursando com rápida progressão local, extensa massa em palato, microstomia e risco iminente de comprometimento das vias aéreas. A tomografia evidenciou volumosa lesão infiltrativa expansiva centrada na cavidade nasal e nos seios paranasais, com extensão para tecidos moles, órbita esquerda, base do crânio e glândula parótida direita, além de linfonodomegalias cervicais e retrofaríngeas, determinando compressão da orofaringe e proptose à esquerda. Foi submetida à citorredução com ciclofosfamida e dexametasona, seguida de radioterapia local, posteriormente interrompida para início de epcoritamabe subcutâneo em esquema de escalonamento (D1: 0,16 mg em 23/06/2026; D8: 0,8 mg; D15: 48 mg) (2). Após a primeira dose plena, no D15, apresentou síndrome de liberação de citocinas (CRS) grau 2, caracterizada por febre e hipotensão responsiva à expansão volêmica, associada a tumor flare orbitário. O quadro foi controlado com dose única de tocilizumabe (480 mg) e dexametasona (10 mg a cada 6 horas), permitindo a manutenção do tratamento. Por suspeita de infecção associada, recebeu antibioticoterapia de amplo espectro e fluconazol para candidíase oral. Reavaliação clínica e tomográfica em 11/07/2026 demonstrou resposta parcial precoce, com redução da massa intraorbitária, regressão da proptose, diminuição do acometimento da glândula parótida direita e regressão das linfonodomegalias axilares e cervicais. Atualmente, mantém boa resposta clínica ao epcoritamabe, com melhora do estado geral e involução progressiva das massas faciais. Conclusão Diante da elevada agressividade da doença, da refratariedade a múltiplos esquemas quimioterápicos e do risco iminente de comprometimento das vias aéreas, o tratamento com radioterapia seguido de epcoritamabe foi acompanhado de expressiva regressão clínica e radiológica das lesões e rápida melhora sintomática. As complicações foram prontamente reconhecidas e tratadas com tocilizumabe e corticoterapia, permitindo a manutenção da estratégia terapêutica. Este caso ilustra o potencial dos anticorpos biespecíficos como opção terapêutica de resgate em linfomas agressivos multirrefratários e evidencia a importância do reconhecimento e manejo precoces das toxicidades imunomediadas.
Language: English
Field: Medicine
Open Access status: diamond
OpenAlex ID: W7223116891
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