Year: 2026
Type: article
Abstract: A trajetória da educação de pessoas surdas reúne disputas sobre linguagem, escolarização e pertencimento sociocultural. Este artigo analisa interpretações históricas da surdez, as resoluções do Congresso de Milão de 1880 e a contribuição da linguística das línguas de sinais para a formulação de direitos educacionais. Trata-se de pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa, apoiada na leitura crítica de obras históricas e linguísticas, de registros do congresso, de estudos acadêmicos recentes e da legislação brasileira. O material foi organizado em eixos histórico, linguístico e jurídico-educacional, distinguindo proposições documentadas de generalizações retrospectivas. Identificou-se que a valorização da oralidade em diferentes instituições restringiu oportunidades de aprendizagem, mas não eliminou as práticas sinalizadas e as iniciativas de resistência. As pesquisas linguísticas demonstraram a organização estrutural das línguas de sinais e forneceram fundamentos para reivindicações que alcançaram a legislação nacional, especialmente a educação bilíngue de surdos. Conclui-se que o reconhecimento científico e jurídico não determina, por si só, a efetividade do direito à escolarização em condições linguísticas adequadas, cuja realização depende de políticas, recursos e participação das comunidades surdas.
Language: Portuguese
Subfield: Developmental and Educational Psychology
Field: Psychology
Domain: Social Sciences
Open Access status: diamond
OpenAlex ID: W7223669787
