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Indigenismo:um orientalismo americano

Year: 2012
Type: article
Abstract: Introdução* Em primeiro lugar, quero agradecer o generoso convite dos colegas organizadores para participar deste evento tão especial e de maneira tão vistosa.Com meus 156 centímetros que me qualificam como Chapa Rita, segundo meu amigo Miguel Bartolomé, não estou à altura, em todos os sentidos, desta tarefa, mas farei o possível para superar a modesta estatura perante meus pares.Em segundo lugar, não posso deixar de prestar minha homenagem a dois dos nossos grandes antecessores de quem tivemos o privilégio de ser também contemporâneos e que tanto fizeram para o avanço dos estudos de relações interétnicas: os saudosos Guillermo Bonfil Batalla e Roberto Cardoso de Oliveira.E em terceiro lugar, sinto-me honrada por vir falar de indigenismo na sua pátria de origem, uma vez que foi o México que pôs no mapa da nossa disciplina esse campo tão fértil da antropologia profunda.Desde os anos 1940, marco importante na sua história, o indigenismo tem desvendado todo um mundo empírico e teórico sobre as relações extremamente desiguais entre os povos indígenas e os Estados-nações, especialmente, na América Latina.Inicialmente dedicado ao papel do Estado como disciplinador dessas relações, o indigenismo tem passado por transformações conceituais ao sabor das mudanças vividas por seus protagonistas.É hora, portanto, de redefinir o que é indigenismo.Redefinindo indigenismo Considerando que, além do Estado, muitos outros atores têm influenciado o campo das relações interétnicas, o conceito tradicional de indigenismo já não abarca todos esses atores e ações.Por isso, senti a necessidade de ampliá-lo e, inspirada no trabalho de Edward Said (1979), equipará-lo ao Orientalismo.Poderia chamar esse Orientalismo americano de Ocidentalismo, como fez o também saudoso Fernando Coronil (1997), mas prefiro Indigenismo, para manter um Anuário
Language: Portuguese
Open Access status: diamond
OpenAlex ID: W955514376
FWCI:
Cites: 27
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