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Leucemia Mielocítica Aguda da infância e adolescência: fracassos e vitórias

Year: 2006
Type: article
Abstract: Embora estes sucessos fossem esporadi-cos, quebrava-se o paradigma da incurabilidade e nasciauma era de esperanca.A organizacao de grupos cooperativos para o trata-mento experimental desta doenca teve influencia definitivanos resultados animadores que hoje alcancamos. Como emoutras areas da terapeutica oncologica comecamos a dispordos farmacos mais importantes para tratar a LMA: a ARA-Ce os antraciclicos ja nos anos 1970. Nao sabiamos, porem, amelhor maneira de usa-los. Durante alguns anos, apesar dete-los ao nosso alcance, muitas vidas foram perdidas ate queestudos, na maioria prospectivos, nos conduziram a melho-res maneiras de maneja-las. Ate hoje continuam sendo a es-pinha dorsal do tratamento da LMA. Atualmente, em tornode metade destes pacientes podem ser curados quando en-caminhados, em tempo apropriado, a centros de excelenciapara o tratamento desta doenca.Foi, sem duvida, uma grande conquista, mas continuasendo um grande desafio avancar com a pesquisa basica eclinica para resgatar a outra metade. E por este motivo queos tratamentos devem, em grande parte das vezes, ser asso-ciados a grupos de investigadores experientes e institui-coes com capacidade de suporte para sustentar a opera-cionalizacao destes estudos cooperativos. Ainda com osmeios hoje disponiveis, ha controversias de qual a maneiramais apropriada de tratar a LMA. O fato de metade, ou mais,dos pacientes nao alcancarem a cura, o tratamento deveainda ser considerado em fase investigacional. As duvidasse estendem tanto ao tratamento de inducao de remissaocomo o de pos-remissao.Algumas questoes podem ser postas:Qual a intensidade da inducao? Sabe-se hoje que aassociacao ARA-C + antraciclico pode gerar remissao com-pleta em 70% a mais de 80% dos pacientes. E uma fase detratamento de grande morbidade em que devem ser bem pe-sados os ganhos e as perdas resultantes da maior ou menorintensidade do tratamento.A duracao de sete a dez dias consecutivos com ARA-Ce mais de tres com antraciclicos talvez nao eleve expressiva-mente os indices de remissao. A grande questao e se umtratamento mais intensivo com a adicao de outros farmacos,elevando doses, ou comprimindo o espaco de tempo entreos ciclos iniciais de quimioterapia, resultaria em maior redu-cao da Doenca Residual Minima (DRM) e eventual elevacaodo indice de cura. Um estudo do Grupo CCG Protocolo 2891revelou que os indices de sobrevida global eram superiorescom a inducao intensiva, baseada em intervalo curto e fixoentre os dois ciclos de inducao, em vez de intervalos comduracao suficiente para recuperacao medular.
Language: Portuguese
Subfield: Hematology
Field: Medicine
Open Access status: diamond
OpenAlex ID: W1961147355
FWCI: 0.203
Cites: 4
Cited by: 8
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