Year: 2019
Type: article
Abstract: Resumo: Ao longo das últimas décadas tornou-se frequente reconhecer que o sindicalismo entrou em "derrapagem", mormente de perda de associados.A expressão dessa realidade objetiva é indissociável de uma perceção mais ampla de perda de poder.Torna-se, pois, necessário recuperar alguns debates sobre as formas de poder sindical (estrutural, organizacional/associativo, institucional, societal) trabalhadas na literatura internacional e de os situar no contexto português.Nesse sentido, tendo por base uma investigação empírica realizada em três setores de atividade (metalúrgico, transportes e telecomunicações) e três empresas de referência (Autoeuropa, TAP e PT/Altice), procede-se a um levantamento das possibilidades de afirmação do sindicalismo nos setores estudados (e por sinal sujeitos a transformações e restruturações, em especial no quadro da "era de austeridade").A partir de uma análise combinada de seis critérios -representatividade; qualificação; conflito/negociação; nacional/internacional; público/privado; inovação -, constatou-se uma evolução assimétrica dos recursos de poder, tanto no que se refere à relação dos vários tipos de poder entre si, como na forma como evoluíram consoante o setor de atividade.Em decorrência do contexto de austeridade, algumas formas de poder (associativo e, sobretudo, societal) apresentaram sinais de recuperação, enquanto outras formas de poder (estrutural e institucional) evidenciaram sinais de maior fraqueza.
Source: SOCIOLOGIA ON LINE
Institutions: Centro de Estudos Sociais, University of Coimbra
Language: Portuguese
Topic: Labor Movements and Unions
Subfield: Public Administration
Field: Social Sciences
Domain: Social Sciences
Open Access status: diamond
OpenAlex ID: W3004238908
